"A voz das favelas: Digital Favela e Data Favela comprovam poder dos influenciadores de Comunidade
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- 6 de ago.
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Atualizado: 8 de ago.
A pesquisa do Data Favela revela renda de R$ 300 bilhões e desmistifica estereótipos

Uma nova pesquisa da Digital Favela e Data Favela revela o poder dos influenciadores nas comunidades, comprovando que, para gerar resultados reais, a narrativa precisa ser autêntica e criar uma forte identificação com o público.
O estudo mostra que marcas que buscam engajamento efetivo com a população das favelas precisam ir além das campanhas tradicionais. A chave do sucesso está em parcerias com influenciadores que, por viverem a realidade local, conseguem transmitir mensagens de forma genuína. Essa abordagem não só aumenta a credibilidade, como também gera uma conexão mais profunda e duradoura entre a marca e o consumidor.
Os dados da pesquisa reforçam que a autenticidade é o principal motor de engajamento, superando a simples visibilidade. As campanhas mais bem-sucedidas são aquelas que valorizam as histórias e a cultura das comunidades, transformando a comunicação em uma via de mão dupla e fortalecendo o relacionamento com o público.
Principais destaques da pesquisa
Poder de consumo: As favelas brasileiras têm uma renda anual de R$ 300 bilhões, um valor que supera o Produto Interno Bruto (PIB) de muitos estados brasileiros e até de países como Uruguai e Peru.
Intenção de compra: O estudo mostra um mercado consumidor dinâmico e otimista. Entre as intenções de compra para os próximos seis meses, destacam-se roupas (70%), perfumes (60%), eletrodomésticos (51%) e materiais de construção (51%).
Marcas mais desejadas: Uma pesquisa anterior do Data Favela em 2025 já havia revelado as marcas preferidas nas comunidades. A Samsung lidera em eletrônicos, a Nike em vestuário e a Fiat no setor automotivo.
Empreendedorismo e desafios: A pesquisa destaca a forte veia empreendedora dos moradores, com 8 em cada 10 expressando a intenção de abrir seu próprio negócio. No entanto, o estudo também aponta para desafios, como atrasos e golpes em compras online, que afetam uma parcela significativa da população.
Agente de mudança: Para a maioria dos entrevistados (56%), o principal motor de mudança em suas vidas é o próprio esforço, seguido pela fé (19%). O governo é apontado como agente de mudança por apenas 11% dos moradores.

A pesquisa do Data Favela reforça a ideia de que a favela é um território de potência e mercado, desconstruindo estereótipos de que é apenas um local de carência. A expectativa é que os dados subsidiem a criação de políticas públicas e projetos sociais mais eficazes, além de incentivar o setor privado a olhar para as comunidades como um mercado valioso.
O Data Favela, em parceria com a Central Única das Favelas (Cufa), concluiu a maior pesquisa já realizada sobre a realidade das favelas brasileiras. O levantamento ouviu moradores de comunidades em todos os estados do país e os primeiros resultados foram apresentados em uma coletiva de imprensa em São Paulo, no dia 18 de julho de 2025.















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